quarta-feira, 5 de julho de 2006

Auréola das Bolhas

Um dia ainda compreendo o mistério contido na existência d’uma bolha de sabão. E neste dia eu serei o mais sábio entre os homens e de tão sábio rirei. Rirei bem alto e não terei vontade de estourar a bolha, pois saberei que não existe graça nem necessidade nenhuma nisto. Então, após bons sopros sutis na auréola das bolhas, me deitarei nu na grama e saberei que ela é minha mãe e que sempre esteve ali para me acalentar quando precisei. Vou chorar de alegria e de amor. Lembrarei de minhas tristezas e poderei rir delas também, pois vou saber que tudo não passou de um grande pretexto para que eu aprendesse algo. E saberei ainda que tudo isto é menos importante que uma bolha de sabão. Saberei que o estouro da bolha é muito mais intenso. Que suas cores se misturando são muito mais harmoniosas. E que, para ela (a bolha), tanto faz existir ou não, pois ela sabe que isto é apenas mais um entre os tantos detalhes dos quais tudo é feito.

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